Pé na bunda...pé na estrada...

Pé na bunda...pé na estrada...
Reconstruindo a cada dia.

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Uma prece

Se eu pudesse transformar esta saudade em flores, teria na rosa o meu infinito amor, nas gerberas a cor de um dia feliz, na margarida um olhar, no cravo a vitalidade masculina, na violeta lembranças de um carinho...Oh! SENHOR, me fortalece a cada dia, e cuide de todos nós, toque o coração dos frios, alimente o nosso espírito de luz.E agradeço. Oh! SENHOR, por cada dia sem dor, pela imagem de um casal feliz...perfeito como as orquídeas.

Banho de realidade...

Não adianta me enganar, as coisas mudaram e cada dia é um banho de realidade, tento ocupar a cabeça e seguir em frente, foi assim quando minha mãe morreu, quando bate aquela saudade, tenho que segurar o peito, fico pensando no que poderia ter feito de diferente, para ser capaz de modificar aquele triste fim, mas não dá, ninguém volta no tempo, e se alguém já conseguiu este feito, deve estar guardando a descoberta a sete chaves...
Acho que todo mundo gostaria de modificar alguma coisa do passado, tenho tantos pesares...mas o crescimento interior vem dos pesares, ao longo da vida nos separamos de tantas coisas...familiares, emprego, amigos, bichos...e a passagem de cada ser ou situação, nos modifica um pouco, muitas vezes para melhor, outras para pior...
A verdade é que nada passa em branco, temos que ter fome de viver de sorrir e agradecer a cada dia por aquilo que temos de bom.Aproveitar tudo que temos ao nosso redor e dar valor, hoje agradeço por reencontrar amigos e ter um Pai maravilhoso, que esta me dando muita força, quem tem família realmente tem tudo.E a vida segue em busca de novas realizações, driblando os exterminadores de sonhos...

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Mais uma manhã sem chão...

Para mim o mais difícil e acordar, da aquela saudade...acho que tenho tendência a masoquismo, quem teria saudades...de um marido que mal te olhava, quando não estava surfando, estava dormindo ou arrumando qualquer coisa para fazer...desde que não fosse ficar comigo como homem x mulher, a mais de um ano parecíamos amigos e olha que amigos já com uma relação desgastada...tento pensar em cada magoa que ele me presenteou...para ver se assim esqueço mais rápido.Mas também existiram momentos bons e acima de tudo existiram sonhos.
A verdade e que digerir um pé na bunda, não é fácil...
Sempre fui tão explosiva, mas desde que casei tenho apanhado tanto da vida, que abaixei um pouco a minha bola.Não fiquei com raiva dele, afinal ele não é obrigado a me amar, no fim a gente ainda agradece pelo abandono...e ainda pensa que "cara legal".
Sabe, até quando iríamos "empurrar com a barriga", quando ele disse que não me amava mesmo, fui obrigada a tomar a decisão, chega de me humilhar...E olha que eu fiz de tudo por este casamento.
Quero que tudo de certo para ele, afinal temos muitas coisas para resolvermos juntos, até assinar o divorcio e tudo virar uma vaga lembrança...

terça-feira, 22 de junho de 2010

Sobrevivendo a uma separação...

Hoje faz uma semana que me separei, estou tentando me adaptar a tudo...
A decisão de criar este blog, surgiu de uma ida ao supermercado, quando me vi ali com aquele carrinho de compras, passando pelos corredores e vendo que eu não precisava comprar nada, alem de um pedaço de pizza individual que fica pronto em 1 minuto, um refrigerante e 1 litro de leite.Não precisava do carrinho, não tenho que comprar mistura, me preocupar com produtos de limpeza, fiquei ali sozinha com vontade de chorar...como minha vida mudou e só faz uma semana...estou devolta a casa do meu pai.Não vou ligar para uma amiga toda vez que me sentir perdida, vou fazer um blog...
Quando acordo fico parecendo barata tonta, não tenho mais meus cachorros para dizer bom dia, meu marido para acordar juntos...uma rosa para olhar no canteiro, meu cotidiano foi deletado.Mudei de cidade, de café da manhã, de aromas, mudei de casada conformada com a falta de atenção, para solteira se adaptando, sonhando, lembrando, sorrindo, chorando, saudade de casa, dos cachorros, das roupas sujas, da desorganização, do nada para fazer, dos planos que nunca irão acontecer, saudades de mim e de quase você.
Sobrevivendo a não ter satisfação para dar, sobrevivendo a uma separação.